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O que é uma wishlist e como criar a sua

Uma wishlist não é um carrinho nem uma lista de compras. O que pôr nela, como a partilhar e porque é que a maioria é abandonada ao fim de três semanas.

Por Franclau4 min de leitura

De onde vem a palavra e o que significa hoje

Uma wishlist é uma lista de coisas que gostaria de ter. Em português diz-se lista de desejos e significa exatamente o mesmo, embora o termo em inglês tenha ficado porque é o que quase todas as lojas usam nos seus botões.

O nome não é o importante. O importante é que uma lista de desejos não é uma lista de compras. Não está a decidir comprar, está a decidir que algo lhe interessa. São duas decisões diferentes, e confundi-las sai caro.

Uma wishlist não é um carrinho

Muita gente usa o carrinho como armazém de intenções. Compreende-se, é rápido, e funciona mal por dois motivos.

O prático: os carrinhos expiram, esvaziam-se e mudam de preço sem aviso. Foram feitos para fechar uma compra em minutos, não para guardar coisas durante semanas.

O outro pesa mais. Um produto posto no carrinho já está meio comprado, e isso muda a forma como se olha para ele: deixa de ser um candidato que tem de convencer e passa a ser uma compra que é preciso cancelar. Cada dúvida transforma-se numa renúncia, e isso empurra para o sim.

Um cesto de compras e uma lista frente a frente sobre fundo creme
O carrinho empurra para o sim. A lista deixa pensar

O que pôr na lista e o que não pôr

  • Na lista entra o que lhe interessa, mesmo sem saber se vai comprar. O que o faria feliz, o que terá de substituir, o que quer oferecer a outras pessoas, o que está a comparar entre várias opções.

  • Fica de fora o que é urgente. Se precisa disso esta semana, não é uma lista de desejos, é um recado.

E ajuda muito escrever ao lado porque é que o guardou. Três semanas depois, essa nota vale mais do que o produto, porque é a única coisa que lembra o que lhe chamou a atenção.

Ideias para encher uma wishlist que não fique por quatro coisas

  1. Comece pelo que anda a adiar há algum tempo: o que se partiu, o que ficou velho, o que usa todos os dias e já não cumpre.

  2. Passe depois aos passatempos, que é onde vive o que nunca compraria para si próprio. De qualquer coisa que faça com frequência existe uma versão melhor que custa pagar.

  3. E acrescente o que vê de passagem ao longo do ano em lojas pequenas. Essas são as melhores ideias para a wishlist que vai ter, e as que se esquecem mais depressa se não forem apontadas no momento.

A lista de Natal

Em dezembro, a wishlist tem uma utilidade extra: deixar de receber presentes que não usa. Uma lista de desejos de Natal partilhada com a família resolve de uma vez as perguntas incómodas e os presentes repetidos.

Não é preciso ordenar por preferência nem pôr preços. Com oito ou dez coisas apontadas há margem de sobra para quem oferece escolher e para ser surpreendido na mesma, porque não sabe qual vai ser a escolhida.

Serve exatamente da mesma forma para um amigo secreto, um aniversário ou uma lista de casamento.

Porque é que a maioria das wishlists morre

Não por falta de vontade. Porque estão estragadas à partida: cada loja tem a sua, nenhuma fala com as outras, e guardar alguma coisa implica criar mais uma conta.

Ao fim de três semanas, as intenções estão espalhadas entre quatro listas, duas capturas de ecrã e um link enviado a si próprio por mensagem. E isso não é uma lista, são pedaços.

O Spaidoo reúne numa só lista produtos de lojas diferentes. Uma só, sua, que não depende de continuar a comprar em lado nenhum e que continua lá daqui a três meses, que é quando vai mesmo decidir.

Linhas de uma lista com marcas de verificação e uma nota anexada
Uma só lista, e que continue lá daqui a três meses

Como partilhá-la sem ficar mal

Muita gente tem vergonha de mostrar a sua lista, porque parece que está a pedir. A forma de não parecer é não a partilhar sem motivo.

Quando alguém pergunta o que gostaria de receber, enviar a lista é a resposta mais cómoda para os dois. E num amigo secreto ou num casamento, partilhá-la é exatamente o que se espera.

Não é preciso ordenar por preferência. Pôr oito ou dez coisas de preços diferentes já deixa escolher quem oferece.

Por Franclau