De onde vem a palavra e o que significa hoje
Uma wishlist é uma lista de coisas que gostaria de ter. Em português diz-se lista de desejos e significa exatamente o mesmo, embora o termo em inglês tenha ficado porque é o que quase todas as lojas usam nos seus botões.
O nome não é o importante. O importante é que uma lista de desejos não é uma lista de compras. Não está a decidir comprar, está a decidir que algo lhe interessa. São duas decisões diferentes, e confundi-las sai caro.
Uma wishlist não é um carrinho
Muita gente usa o carrinho como armazém de intenções. Compreende-se, é rápido, e funciona mal por dois motivos.
O prático: os carrinhos expiram, esvaziam-se e mudam de preço sem aviso. Foram feitos para fechar uma compra em minutos, não para guardar coisas durante semanas.
O outro pesa mais. Um produto posto no carrinho já está meio comprado, e isso muda a forma como se olha para ele: deixa de ser um candidato que tem de convencer e passa a ser uma compra que é preciso cancelar. Cada dúvida transforma-se numa renúncia, e isso empurra para o sim.

O que pôr na lista e o que não pôr
Na lista entra o que lhe interessa, mesmo sem saber se vai comprar. O que o faria feliz, o que terá de substituir, o que quer oferecer a outras pessoas, o que está a comparar entre várias opções.
Fica de fora o que é urgente. Se precisa disso esta semana, não é uma lista de desejos, é um recado.
E ajuda muito escrever ao lado porque é que o guardou. Três semanas depois, essa nota vale mais do que o produto, porque é a única coisa que lembra o que lhe chamou a atenção.
Ideias para encher uma wishlist que não fique por quatro coisas
Comece pelo que anda a adiar há algum tempo: o que se partiu, o que ficou velho, o que usa todos os dias e já não cumpre.
Passe depois aos passatempos, que é onde vive o que nunca compraria para si próprio. De qualquer coisa que faça com frequência existe uma versão melhor que custa pagar.
E acrescente o que vê de passagem ao longo do ano em lojas pequenas. Essas são as melhores ideias para a wishlist que vai ter, e as que se esquecem mais depressa se não forem apontadas no momento.
A lista de Natal
Em dezembro, a wishlist tem uma utilidade extra: deixar de receber presentes que não usa. Uma lista de desejos de Natal partilhada com a família resolve de uma vez as perguntas incómodas e os presentes repetidos.
Não é preciso ordenar por preferência nem pôr preços. Com oito ou dez coisas apontadas há margem de sobra para quem oferece escolher e para ser surpreendido na mesma, porque não sabe qual vai ser a escolhida.
Serve exatamente da mesma forma para um amigo secreto, um aniversário ou uma lista de casamento.
Porque é que a maioria das wishlists morre
Não por falta de vontade. Porque estão estragadas à partida: cada loja tem a sua, nenhuma fala com as outras, e guardar alguma coisa implica criar mais uma conta.
Ao fim de três semanas, as intenções estão espalhadas entre quatro listas, duas capturas de ecrã e um link enviado a si próprio por mensagem. E isso não é uma lista, são pedaços.
O Spaidoo reúne numa só lista produtos de lojas diferentes. Uma só, sua, que não depende de continuar a comprar em lado nenhum e que continua lá daqui a três meses, que é quando vai mesmo decidir.

Como partilhá-la sem ficar mal
Muita gente tem vergonha de mostrar a sua lista, porque parece que está a pedir. A forma de não parecer é não a partilhar sem motivo.
Quando alguém pergunta o que gostaria de receber, enviar a lista é a resposta mais cómoda para os dois. E num amigo secreto ou num casamento, partilhá-la é exatamente o que se espera.
Não é preciso ordenar por preferência. Pôr oito ou dez coisas de preços diferentes já deixa escolher quem oferece.



